segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ABÓBORA OU JERIMUM




Abóbora ou Jerimum, fruto da aboboreira, é uma designação popular atribuída a diversas espécies de plantas da família Cucurbitaceae, a mesma da melancia, do melão, do chuchu e do pepino.


A abóbora é uma cultura muito difundida no Brasil. Originária da América Central e Norte da América do Sul era parte da base da alimentação das civilizações: Asteca, Inca e Maia.

A abóbora é um fruto rico em vitamina A. Também fornece vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo. Tem poucas calorias e é de fácil digestão.

As abóboras como todos os vegetais de pigmentação alaranjada, são ricas em beta-caroteno e vitamina C. Elas apresentam muito pouco gorduras e muitas fibras. A abóbora tem também alto teor de óleo vegetal insaturado, uma fonte de vitamina E.

Existem vários tipos de abóbora que podem ser utilizadas tanto para pratos salgados como doces.

Para os pratos doces eu prefiro a abóbora seca (de pescoço)





DOCE DE ABÓBORA







Ingredientes:

1 kg de abóbora seca picada
500 g de açúcar
2 paus de canela
6 cravos da Índia

Modo de fazer:

Colocar em uma panela funda a abóbora o açúcar a canela e os cravos, misturar tudo e levar ao fogo com a panela destampada. Quando começar a ferver mexer de vez em quando. Deixar apurar até soltar do fundo da panela.

Essa receita pode ser enriquecida da seguinte forma:





Quando o doce estiver pronto, adicionar 2 colheres (sopa) de manteiga, deixar cozinhar mais um pouco e juntar uma caixa de creme de leite, misturar bem até ficar um creme. Retirar do fogo, colocar em uma tigela e levar à geladeira para gelar.


DOCE DE ABÓBORA COM COCO





A mesma receita com mais 100 g de coco ralado seco ou fresco


Modo de fazer:

Colocar em uma panela funda a abóbora o açúcar a canela e os cravos, misturar tudo e levar ao fogo. Quando começar a ferver mexer de vez em quando. Deixar apurar e quase no final adicionar o coco ralado e cozinhar até soltar do fundo da panela. Retirar do fogo, colocar em uma tigela e levar à geladeira para gelar.

PUDIM DE ABÓBORA

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
A mesma medida de leite de vaca
1 xícara de abóbora cozida
2 colheres (sopa) rasas de maisena
3 gemas
3 claras em neve

Modo de fazer:

Bater todos os ingredientes, menos as claras em neve, no liquidificador. Desligar o liquidificador e adicionar as claras em neve, misturar delicadamente e despejar o creme em uma forma para pudim caramelizada. Assar em banho-maria por 45 minutos.

Sugestão: o pudim pode ser enriquecido com 2 colheres (sopa) de coco ralado.


RECEITAS SALGADAS



Para as receitas salgadas eu prefiro a abóbora japonesa, a Cabotian






PURÊ DE ABÓBORA

Ingredientes:

1 kg de abóbora Cabotian em pedaços
1 cebola média picada
1 dente de alho picado
1 copo de água
Sal e azeite a gosto
1 caixa de creme de leite desnatado

Colocar o azeite em uma panela e dourar a cebola e o alho, adicionar a água e a abóbora, juntar o sal e deixar cozinhar até desmanchar. Amassar com um garfo e adicionar o creme de leite, mexendo bem até virar um creme.

CREME DE ABÓBORA




Esse purê pode virar um creme tipo sopa, se adicionar um litro de caldo de galinha ou de carne ou de legumes. Bater tudo no liquidificador(sem o creme de leite), jogar em uma panela, levar ao fogo, adicionar o creme de leite e cebolinha picada no final.

CREME DE ABÓBORA COM MAÇÃ E GENGIBRE




Minha comadre Ruth Tocci sugeriu esse creme que fica delicado e delicioso!

Ingredientes:

500 g de abóbora Cabotian
1 cebola picada
1 dente de alho
1 maçã descascada e picada
Um pedacinho de gengibre fresco
Meio litro de caldo de galinha ou de legumes (pode-se utilizar, os tabletes de caldo pronto)
Cebolinha ou salsinha picada, sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Refogar no azeite a cebola e o alho, adicionar a abóbora, a maçã, o gengibre e o caldo. Deixar cozinhar até amolecer a abóbora. Bater no liquidificador e voltar para a panela.
Adicionar mais água, caso o creme ficar muito denso. Na hora de servir colocar cebolinha ou salsinha picada.


ESCONDIDINHO DE ABÓBORA COM CARNE SECA





Ingredientes:

Uma receita de purê de abóbora
500 g de carne seca dessalgada
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
Meia xícara de cheiro verde picado
2 tomates sem pele e sem sementes picados
1 pimenta dedo de moça ou calabresa (opcional)
Sal e azeite a gosto
Queijo parmesão para polvilhar

Modo de fazer:

Deixar a carne seca em água na geladeira de um dia para o outro, trocando a água quatro vezes. Colocar na panela de pressão com água cobrindo a carne por aproximadamente 40 minutos. Desligar e esperar perder a pressão. A carne deverá estar boa para desfiar.
Dourar no azeite a cebola e o alho, adicionar a carne desfiada, os tomates picados, a pimenta e o cheiro verde. Cuidado com o sal, pois a carne seca mesmo dessalgada, conserva um pouco de sal.

Montagem:

Em um refratário colocar a metade do purê de abóbora, juntar o refogado de carne seca, cobrir com a outra metade do purê, polvilhar com queijo parmesão e levar ao forno para gratinar.

CAMARÃO COM ABÓBORA CABOTIAN








Ingredientes:

Uma receita de purê de abóbora
1 kg de camarão médio limpo
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
1 pimenta dedo de moça (opcional)
1 pimentão vermelho pequeno picado
5 tomates sem pele e sem sementes picados
1 xícara (chá) de cheiro verde picado
250 g de Catupiry
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Preparar o purê de abóbora e reservar.
Em uma panela Wok, cobrir o fundo com azeite e dourar a cebola e o alho, adicionar a pimenta, o pimentão e os tomates. Deixar refogar e quando apurar, juntar os camarões e o sal. Esperar que evapore a água que sair dos camarões, adicionar o purê de abóbora e o Catupiry, colocar o cheiro verde, misturar tudo muito bem, deixar cozinhar mais um pouco até tudo pegar gosto. Servir acompanhado de arroz branco e batata palha.



TAGLIATELLE COM CARNE SECA E ABÓBORA




Ingredientes:


500 g de tagliatelle de grano duro
Azeite e manteiga
½ kg de carne seca
Um pacote de abóbora japonesa (casca verde escuro) picada, mais ou menos de 500 a 700gm.
500 ml de creme de leite fresco
2 cebolas médias picadas,
4 dentes de alho picados
4 tomates sem pele e sem sementes picados
Salsinha e cebolinha picada

Modo de fazer:



1- carne seca – deixar de molho na água dentro da geladeira de um dia para o outro, ir trocando a água de 3 a 4 vezes.
Cozinhar na panela de pressão por aproximadamente 40 minutos. Depois de cozida, desfiar e refogar com azeite, uma colher rasa de manteiga, 1 cebola e 2 alhos picados, adicionar os tomates e o cheiro verde.

2- abóbora – refogar com azeite, 1cebola e 2 alhos picados, adicionar um pouco de água e a abóbora, colocar sal a gosto. Deixar cozinhar até ficar bem macia, amassar com um garfo em forma de purê e adicionar o creme de leite, misturar bem até formar um creme.

3- cozinhar o macarrão em bastante água com sal, até ficar ao dente

Colocar o macarrão dentro do molho da abóbora, misturar bem e no centro da travessa fazer um montinho com a carne seca refogada.

Sugiro fazer o molho na panela wok, pois poderá servir o macarrão nela facilitando muito o seu trabalho.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ALCACHOFRA, UMA INFLORECÊNCIA DELICIOSA




Ao saborear uma alcachofra, além de consumir um poderoso alimento, você estará se deliciando com uma flor exótica e medicinal.


Na verdade, a alcachofra (Cynara scolymus) que consumimos é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis. Conta-se que ela saiu do jardim e foi para a mesa na época do Império Romano, quando suas propriedades nutritivas e medicinais foram descobertas e a alcachofra passou a ser privilégio apenas da mesa de nobres e reis.




Considerada uma iguaria exótica, esta hortaliça parece ter sido feita para ser deliciada a cada pétala e não para ser devorada. Afinal, dela consumimos apenas a parte carnuda das "pétalas" e o "fundo" da flor, depois de retirados os espinhos. O trabalho é compensador, se levarmos em conta suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais: a cada 100g comestíveis, encontramos boas doses de vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. A lista de suas qualidades terapêuticas também é digna de registro. Para começar, o sabor amargo estimula as secreções digestivas. A água do cozimento da alcachofra é um verdadeiro chá de efeito diurético, estimulante da vesícula biliar e ativador da digestão.


Aliás, a alcachofra é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina – substância encontrada na planta – pode melhorar as funções do fígado. A medicina popular já consagrou esta iguaria como um perfeito alimento-remédio, ideal para as pessoas com problemas hepáticos e para os diabéticos.



Várias experiências realizadas com o extrato da alcachofra atestaram sua eficiência na redução do excesso de gordura no sangue, porém, o simples fato de consumí-la já traz inúmeras vantagens, entre elas, o poder de combater anemias e raquitismo, pela boa dose de ferro e vitamina C que contém.


O que se chama de "flor" na planta é, na verdade, uma inflorescência. A flor é constituída por um capítulo de grandes dimensões do qual consumimos apenas o receptáculo carnudo – chamado "fundo ou coração da alcachofra". As partes chamadas impropriamente de pétalas são as brácteas da planta.





Na Antigüidade, elas já eram utilizadas pelos médicos no preparo de medicamentos contra a febre, doenças do fígado, reumatismo e até como antidepressivo. Mas convém contar uma passagem não tão gloriosa desta planta: ao que parece, por volta do século XVI, o consumo da alcachofra na França chegou a ser proibido para mulheres. É que a esposa do rei Henrique II, a italiana Catarina de Médicis, adorava alcachofras e corria a fama de que a iguaria era um poderoso afrodisíaco. O comportamento da esposa do rei não devia ser muito exemplar, pois, juntando uma coisa com a outra, acharam que as damas não deviam comer alcachofras e viram por bem, proibir o consumo apenas pelas mulheres.


As alcachofras foram trazidas para o Brasil pelos imigrantes europeus, há cerca de 100 anos. Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas.


A época de colheita da alcachofra é de Agosto a Novembro. É quando está com ótima qualidade e melhores preços. As variedades mais encontradas no mercado são: Violeta de Proença, Roxa de São Roque, Verde Lion e Verde Grande da Bretanha.


O ideal é consumir a alcachofra no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida. Na hora da compra, recomenda-se escolher as que apresentarem talo longo e inflorescência firme e bem arroxeada. Para ter a certeza de que este legume está bom para o consumo, segure-o pelo talo e sacuda-o suavemente. Se ele estiver flexível, significa que já está maduro. Evite o produto se as folhas estiverem abertas ou se a parte interna das folhas estiver com coloração marrom, pois indica que já passou da validade.
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Dicas para preparar a alcachofra:

1. Passar limão nas mãos, na faca e na própria alcachofra, antes de cortá-la, pois ela oxida facilmente.

2. Aparar a ponta das folhas. cortar o talo perto da base (amargas e fibrosas demais), lavar a alcachofra em água corrente abrindo bem as pétalas para que a água penetre.

3. Para retirar o fundo dela ainda crua, aparar as folhas, descascar retirando toda a extremidade verde-escura e, com uma colher, retirar o centro ou a barba.

4. Deixar de molho em água com algumas gotas de limão ou vinagre para não escurecer.

5. No cozimento, usar panelas esmaltadas ou em aço inoxidável. As panelas de alumínio escurecem a alcachofra.

6. O tempo médio de cozimento é de aproximadamente 40 minutos, dependendo do tamanho e idade da alcachofra. Em panela de pressão o tempo cai para uns 20 minutos.

7. Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.

8. No cozimento, evitar o excesso de água: colocar o suficiente para cobrir metade da alcachofra.

9. Os talos das alcachofras também podem e devem ser aproveitados. Para isso, é só retirar a parte fibrosa que os envolve, descascando-os com uma faca. Depois, deixar os talos mergulhados em água com limão ou vinagre durante alguns minutos e levar para cozinhar por 30 minutos ou 15 minutos em panela de pressão.
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VAMOS ÀS RECEITAS!


LINGUINI AI CARCIOFINI



Esse prato pode ser preparado também com espaguete ou talharim. É muito leve e saboroso.

Ingredientes:

500 g de linguine
300 g de alcachofras pequenas ou fundos da alcachofra
4 dentes de alho
2 tomates sem pele e sem sementes
1 copo de água
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Cozinhar a massa em bastante água com sal. Retirar quando estiver ao dente.

Molho:

Cortar a parte superior e a base das alcachofrinhas, remover as pétalas externas mais fibrosas. Deixar de molho na água com limão para não oxidar.
Cobrir o fundo de uma panela com azeite (sugiro utilizar a panela wok)
Dourar o alho picado, adicionar água e quando ferver juntar as alcachofrinhas, adicionar o sal e deixar cozinhar até secar a água, verificando se as alcachofras estão macias. Caso haja necessidade, adicionar mais um pouco de água. Cuidado para não deixar amolecer muito, as alcachofrinhas devem ficar ao dente.
Adicionar os tomates picados e dar uma refogada rápida.

Se usar os fundos da alcachofra em conserva, não é preciso preparo anterior, apenas refogar direto no azeite e alho já dourado. Esperar pegar o gosto, adicionar os tomates e deixar dar uma leve refogada.

Escorrer a massa e colocá-la no molho, misturar tudo deixando pegar o gosto, retirar do fogo e servir em seguida.


ALCACHOFRAS RECHEADAS


Ingredientes:

4 alcachofras
1 ovo
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
½ xícara (chá) de miolo de pão ralado
1 colher (sopa) de salsinha picada
6 azeitonas pretas ou verdes picadas
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Limpar as alcachofras, retirar o talo, as folhas externas e lavar.


Em um recipiente, bater o ovo com o sal e o queijo, misturar o miolo de pão, a salsinha picada, o alho, a cebola e as azeitonas. Deverá ficar uma massa mole.
Rechear as alcachofras e colocar em uma panela, uma do lado da outra. Polvilhar um pouco de sal e regar azeite por cima, juntar um pouco de água, mais ou menos 2 dedos. Levar ao fogo e cuidar para não deixar secar a água, adicionar água aos poucos, conforme o necessário. É importante que um caldinho do cozimento, fique no fundo da panela porque é muito saboroso!

O tempo de cozimento é de aproximadamente 40 minutos.
Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.

Você poderá preparar na panela de pressão. Quando começar a apitar, cozinhar por 20 minutos, desligar e esperar terminar a pressão.

FUNDO DA ALCACHOFRA COM PESTO DE MANJERICÃO


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Ingredientes:


10 fundos da alcachofra
½ maço de manjericão
1 dente de alho
1 xícara (chá) de azeite
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
10 tomatinhos cerejas ou perinhas

Modo de fazer:


Arrumar os fundos da alcachofra numa travessa e reservar
Preparar o pesto:
Em um processador, triturar as folhas de manjericão com o alho, o sal e parte do azeite. Adicionar o restante do azeite e o queijo ralado, dar mais uma batida.
Espalhar o pesto sobre os fundos da alcachofra e decorar com os tomatinhos cortados em metades, temperados com um pouco de sal e um fio de azeite.


Etapas para limpar e rechear a alcachofra


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domingo, 21 de setembro de 2008

SCRIPELLE, uma panqueca diferente

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Prato típico de Abruzzi, região banhada pelo mar Adriático. Muito leve e saboroso, para provar ainda nestes últimos dias de inverno. Simples e fácil de preparar!




SCRIPELLE



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Ingredientes:


Massa
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 ovos
1 copo de água
Uma pitada de sal

Modo de fazer:

Essa receita rende aproximadamente 6 panquecas.


Em uma tigela misturar os ovos, o sal, a água e a farinha de trigo, misturar tudo muito bem, até ficar um creme homogêneo.
Aquecer uma frigideira ante aderente pequena, untar levemente com azeite e colocar um pouco da massa, balançando rapidamente de todos os lados até a massa cobrir o fundo. Deverá ficar uma panqueca bem fina.

Deixar no fogo, sem mexer, até as beiradas da massa se soltarem da frigideira. Então, virar a panqueca com cuidado e fritar do outro lado, da mesma maneira.

Retirar do fogo, colocar num prato e reservar.


Recheio: 100 g de queijo tipo parmesão ralado
Caldo de frango ou de legumes fervente

Quando todas as panquecas estiverem prontas, rechear cada uma delas com bastante queijo parmesão ralado, enrolar bem apertadinho, colocar em uma travessa e depois despejar sobre elas um caldo de frango ou de legumes bem quente, até cobrir tudo. Servir logo em seguida.

Outra sugestão é cada um pegar as suas panquecas, colocar no prato e despejar em cima o caldo quente a gosto!


Buono appetito!



Aqui vai mais uma receita muito prática, gostosa e rápida! Pode ser preparada com antecedência, facilitando o seu trabalho.

LASANHA DE PANQUECA






Ingredientes:

Panquecas, preparadas com leite ou com água
Fatias de mussarela
Fatias de peito de peru ou presunto
Molho de tomate
Molho Bechamel
50 g de queijo tipo parmesão ralado

Montagem:

Em um refratário, espalhar um pouco de molho Bechamel, colocar uma camada de panquecas, cobrir com fatias de mussarela, molho de tomate, panquecas, peito de peru, molho Bechamel. Terminar com molho, polvilhar queijo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar.
Bom apetite!

domingo, 14 de setembro de 2008

Panqueca: um bolo de panela


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A palavra panqueca deriva do inglês “pancake” e significa “Bolo de Panela” e ganha outras denominações mundo afora, mas a diferença não é apenas no nome, mas na espessura, nos ingredientes e no modo de fazer.


O nome em francês crepe, deriva do termo 'crispus', que em latim significa crespo. Refere-se à textura encrespada que a finíssima massa, feita com farinha, ovos, leite e água, adquire durante a rápida passagem pela frigideira. Em italiano, são chamadas de 'crespelle', pelo mesmo motivo.No século 15, as panquecas eram conhecidas por toda a Europa.


Um manuscrito culinário inglês, datado de 1430, dá indicações de que eram bastante familiares na época.Originalmente, as crepes eram assadas em pedra quente, e mais tarde passaram a ser preparadas em chapa redonda de ferro sobre o fogo. Há indícios de que suas raízes estejam no pão indiano chapati e nas panquecas chinesas. Mas os primeiros registros foram feitos no século I, quando eram feitas com a mistura de leite, água, ovos e um pouco de farinha. Cozidas no ferro quente, iam à mesa com mel e pimenta.

As americanas são mais encorpadas, chegando, às vezes, até a 2,5 centímetro de espessura. Levam geralmente chocolate ou mel como molho, acrescentando um sabor especial e doce às panquecas, ou American Pancakes, como são chamadas nos Estados Unidos.


As panquecas podem ser: enroladas, dobradas em forma de triângulo e em forma de pacotinhos.


Panqueca é uma preparação apreciada por boa parte das pessoas. É um dos pratos mais versáteis da cozinha contemporânea, tanto pode ser servida como prato principal, com recheio de ricota e espinafre, carne moída ou presunto e queijo, frango com requeijão, queijo fresco temperado, palmito, camarão ou qualquer outro recheio com molhos variados, quanto em sobremesas deliciosas, como de chocolate, doce de leite, geléias ou goiabada.



As panquecas podem ser também em forma de trouxinhas, aliás ficam muito bonitinhas!



DICAS IMPORTANTES PARA PREPARAR PANQUECAS

1- Pincelar com óleo uma frigideira pequena e levar ao fogo moderado. Dar preferência às frigideiras ante aderentes.

2- Esperar a frigideira ficar bem quente.

3- Despejar pequenas quantidades de massa (1 concha) na frigideira, balançando rapidamente de todos os lados até a massa cobrir o fundo.

4- Deixar no fogo, sem mexer, até as beiradas da massa se soltarem da frigideira. Então, virar a panqueca com cuidado e fritar do outro lado, da mesma maneira.

5- Retirar do fogo, colocar num prato e reservar.



6- Rechear com os ingredientes de sua preferência.

PANQUECAS SALGADAS


Massa: para cada ovo inteiro, adicionar ¾ de copo de farinha de trigo, ¼ de amido de milho, um copo de leite, uma pitada de sal e um fiozinho de azeite. Bater tudo no liquidificador. Cada receita dessa rende aproximadamente 6 panquecas.

A massa pode ser mexida com um batedor (fouet). Nesse caso começar misturando pelo centro e ir juntando o leite aos poucos até a massa ficar homogênea.

As panquecas podem ser servidas com: molho de tomate, molho bechamel ou com os dois molhos, dependendo do tipo de recheio



SUGESTÕES DE RECHEIOS


MUSSARELA E PEITO DE PERÚ OU PRESUNTO




Colocar fatias de mussarela e peito de peru ou presunto nas panquecas, enrolar, espalhar o molho de tomate. Polvilhar queijo tipo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar.



CARNE MOIDA


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Refogar a carne moída com os temperos de sua preferência, adicionar uma colher de sopa rasa de farinha de trigo para amalgamar bem, deixar fritar um pouco, rechear as panquecas, cobrir com molho de tomate e polvilhar com queijo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar. Essa panqueca pode ser servida aos dois molhos: de tomate e o Bechamel.


RICOTA E ESPINAFRE



Refogar o espinafre no azeite e alho, misturar com a ricota, um pouco de queijo parmesão ralado, juntar o sal e rechear as panquecas. Colocar o molho de tomate, polvilhar queijo ralado e levar ao forno para gratinar. Com esse tipo de recheio o molho Bechamel também combina bem.

RICOTA COM PRESUNTO



Misturar a ricota com presunto ou peito de peru picadinho, um pouco de queijo parmesão ralado e rechear as panquecas, enrolar, cobrir com molho de tomate ou com os dois molhos: Bechamel e de tomate, polvilhar queijo parmesão e levar ao forno para gratinar.


FRANGO COM CATUPIRY


Aproveitar sobras de frango, desfiar e misturar com o Catupiry, juntar salsinha picada, rechear as panquecas, cobrir com molho Bechamel, polvilhar queijo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar.


QUEIJO MINAS FRESCO


Picar o queijo, misturar com cheiro verde picado (salsinha e cebolinha), juntar um pouco de queijo tipo parmesão ralado, noz moscada ralada e rechear as panquecas, cobrir com molho de tomate, polvilhar queijo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar.


MOLHO BECHAMEL (BRANCO)

Ingredientes

1 cebola pequena picadinha ou ralada
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) rasa de farinha de trigo
500 ml de leite
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Sal e noz moscada ralada a gosto

Modo de fazer:
Em uma panela, derreter a manteiga, refogar a cebola. Quando murchar, adicionar a farinha de trigo e deixar fritar, retirar do fogo e adicionar o leite, voltar ao fogo mexendo sempre, adicionar o sal, a noz moscada e o queijo ralado. Quando engrossar, retirar do fogo.

RICOTA COM NOZES



Misturar a ricota com nozes trituradas, juntar o sal, noz moscada ralada, um fio de azeite e rechear as panquecas, cobrir com molho Bechamel, polvilhar queijo ralado e levar ao forno para gratinar. Nesta receita pode utilizar o molho de nozes ou misturado com o Bechamel.


MOLHO COM NOZES


Ingredientes:


100 g de nozes
1 xícara (chá) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 caixa de creme de leite
Sal a gosto


Modo de fazer:


Colocar as nozes no triturador e moer rapidamente, adicionar o azeite, bater mais um pouco, adicionar o sal, a manteiga, o creme de leite e o queijo ralado, bater apenas para misturar tudo.

domingo, 7 de setembro de 2008

FOCACCIA




A focaccia é um clássico da cozinha italiana. Teve origem na Roma antiga e é muito popular por seu sabor e aroma.





Consiste em uma massa de pão aberta, regada com azeite de oliva, sal grosso e alecrim. Pode ser servida, cortadinha como um delicioso aperitivo ou pode ser coberta com recheios variados.


Hoje, a focaccia se tornou uma espécie de fast food italiano, disponível em restaurantes, padarias e casas especializadas por toda Itália.
A focaccia verdadeira é mais grossa que a pizza, porém não deve ser mais alta que a espessura de um dedo, além de crocante por fora e macia por dentro.




Segundo uma lenda, as mulheres dos navegadores preparavam uma variação acebolada da iguaria para seus maridos se alimentarem durante as viagens e afastarem, devido ao forte sabor que impregnava na boca, outras mulheres em portos e cidades.

Existem várias receitas de massa de focaccia, pois a cada lugar que uma receita chega, acaba sofrendo modificações, porém conservando as principais características: massa grossa, regada com um bom azeite de oliva, sal grosso e folhas de alecrim..

Esta receita, além de ser de preparo fácil e rápido é muito saborosa! Vamos experimentar? Então, mãos na massa!!!

FOCACCIA

Ingredientes:

60 g de fermento para pão
500 ml de água em temperatura ambiente
1colher (chá) rasa de sal
1 colher (sopa) rasa de açúcar
1 ovo inteiro
½ copo americano de azeite (100ml)
900g de farinha de trigo

Modo de fazer:

Dissolver o fermento com o açúcar, adicionar o sal, a água, o azeite e o ovo, mexer, juntar a farinha e amassar tudo muito bem até a massa ficar lisa, deixar crescer durante 15 minutos.

Dividir a massa em 3 porções.

Untar com azeite 3 formas médias.

Abrir cada porção de massa com os dedos cobrindo o fundo e parte das laterais da forma, apertar com os dedos e deixar crescer por mais 10minutos.

Depois de crescida, pressionar com os dedos a massa que está na forma.

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Espalhar sobre ela, sal grosso, alecrim, fresco ou seco, regar com azeite e levar ao forno por 20 a 25 minutos, até ficar levemente dourada.
O forno deverá ser preaquecido a 180°C.

Depois de assada, poderá ser consumida cortada em pedaços, como aperitivo ou colocar um recheio de sua preferência. Levar ao forno novamente, somente para assar o recheio.

SUGESTÕES DE RECHEIOS

MOLHO BÁSICO

Cortar tomates, sem a pele e as sementes, em pedaços pequenos, adicionar alho picado, orégano ou manjericão, sal e azeite.

A focaccia pode ser recheada somente com esse molho que fica muito saborosa!




MUSSARELA




Espalhar sobre a massa já assada, os tomates temperados, cobrir com fatias de mussarela, polvilhar queijo parmesão, mais orégano e regar com azeite. Levar ao forno quente para derreter o queijo

ATUM

Misturar o atum em lata com cebolas fatiadas bem finas, orégano, sal e azeite.
Espalhar os pedaços de tomates temperados, colocar por cima o atum temperado, cobrir com fatias de mussarela, polvilhar mais orégano e azeite. Levar ao forno

ABOBRINHA



Refogar rapidamente fatias finas de abobrinha em azeite e alho, apenas para dar uma leve amolecida. Espalhar um pouco de tomate temperado sobre a focaccia, juntar as abobrinhas e polvilhar com bastante queijo tipo parmesão ralado, regar com azeite. Levar ao forno



BERINJELA




Cortar as berinjelas em rodelas ou fatias finas e grelhar, (se usar as comuns, de casca roxa, deverá deixar de molho em água e vinagre para tirar o amargor, por cerca de 20 minutos). Depois de grelhadas cortar em tirinhas pequenas, temperar com azeite, alho picado, orégano e sal.
Espalhar sobre a focaccia um pouco de tomate temperado, a berinjela e alguns pedaços de mussarela, regar com azeite. Levar ao forno.

SARDINHA



Espalhar sobre a focaccia já assada, tomates temperados e as sardinhas em lata sem as espinhas, polvilhar mais orégano, azeite e assar.



Pode-se usar aliches, nesse caso colocar menos quantidade, pois elas são muito salgadas.



segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Quibe, uma iguaria das Arábias


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Quibe ou kibe, comida típica Sírio-libanesa, mas presente em todas as mesas árabes e em vários países onde esse povo imigrou. Esse prato é também parte integrante da cozinha judaica, herança dos judeus de origem oriental.

O povo árabe habita todo o Oriente Médio e o Norte da África.

A palavra árabe, kubbeh significa bola . O termo é conhecido em outros idiomas pelas seguintes denominações:


em armênio: kufteh
em espanhol: (América Latina): kipe or quipe
em inglês: kibbe ou kibbeh
em turco: içli köfte

O quibe consiste em uma massa de carne moída com trigo tabule e temperada com hortelã e pimenta síria, conhecida como ba-har ou bhar que é uma mistura bem equilibrada de pimenta-da-Jamaica, pimenta do reino preta e branca, canela em pó, cravo em pó e noz-moscada.



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Pode ser servido cru, frito ou assado. Originalmente é recheado com carne de carneiro moída e ervas.

Sofre variações dependendo do país e dos cozinheiros, como toda a receita!

O formato, o tamanho e os ingredientes variam muito nos diferentes tipos de quibes. No Iraque existe um tipo de quibe onde a massa (crosta) é feita de arroz, chamado de Kubbat Halab. Também no Iraque, outro tipo de quibe é feito com a massa de carne e trigo, no formato arrendodado e chato, chamado de Kubbat Mosul. Existe um tipo de quibe assírio/iraquiano, onde o quibe é misturado e depois cozido com tomates e temperos.
No Líbano o quibe crú servido num dia, é cozido para ser servido no dia seguinte.

Vamos às receitas de quibe assado ou de bandeja, preparadas aqui no Brasil, onde a colônia árabe é bem grande.

QUIBE ASSADO

Ingredientes:

500 g de carne moida (patinho, moer duas vezes)
250 g de trigo para quibe
1 cebola picada
Um maço de hortelã
1 colher (sopa) de pimenta síria
Azeite, sal e manteiga

Modo de fazer:

Colocar o trigo de molho por meia hora, (a água deve ser colocada apenas cobrindo o trigo)
Preaquecer o forno a 180°C
Em uma tigela grande misturar o trigo escorrido e espremido, a carne moida, a cebola e a hortelã bem picadinhos, adicionar o sal, a pimenta síria e amassar muito bem com as mãos, (o segredo do quibe é amassar muito bem). Quando a massa estiver macia e homogênea, untar uma travessa refratária com azeite e espalhar o quibe. Alisar a superfície do quibe e com a ponta de uma faca molhada, fazer cortes superficiais em forma de losangos ou quadrados e colocar pelotinhos de manteiga sobre tudo. Levar ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar a superfície. Cuidado para não deixar secar muito.


Esse quibe poderá também ser recheado:

RECHEIO DE CARNE



Ingredientes:

500 g de carne moida
1 cebola picada
1 tomate, sem pele e sem sementes picado
1 colher (sopa) de hortelã
Pimenta síria, sal e azeite

Modo de fazer:

Em uma panela, colocar azeite e dourar a cebola, adicionar a carne, deixar fritar, adicionar o tomate, o sal, a pimenta e o hortelã, deixar mais um pouco e retirar do fogo.

Montagem:

Untar um refratário com azeite e espalhar metade da massa, juntar o recheio, cobrir com o restante da massa. Alisar a superfície do quibe e com a ponta de uma faca molhada, fazer cortes superficiais em forma de losangos ou quadrados e colocar pelotinhos de manteiga sobre tudo. Levar ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar a superfície. Cuidado para não deixar secar muito.

Nesse recheio, você poderá colocar também qualquer fruta seca como: pinoles ou pistaches ou nozes picadas ou castanhas do Pará ou de cajú picadas.

RECHEIO DE QUEIJO E TOMATE



Ingredientes:

1 celoba grande cortada em meias rodelas finas
2 tomates sem pele cortados em rodelas finas
1 colher (sopa) de folhas de hortelã
Requeijão cremoso a gosto ou fatias de mussarela
Azeite e sal a gosto

Modo de fazer:

Em uma panela refogar a cebola no azeite até murchar. Retirar do fogo, adicionar os tomates em rodelas, o sal e a hortelã.

Montagem:

Em um refrário untado com azeite espalhar metade da massa, juntar a cebola com o tomate, espalhar o requeijão ou fatias de mussarela e cobrir com o restante da massa do quibe. Alisar a superfície com a ponta de uma faca molhada, fazer cortes superficiais em forma de losangos ou quadrados e colocar pelotinhos de manteiga sobre tudo. Levar ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar a superfície. Cuidado para não deixar secar muito.

QUIBE À MINHA MODA



Ingredientes:

500 g de patinho moido duas vezes
250 g de trigo para quibe
2 cebolas grandes cortadas em meias rodelas finas
1 colher (sopa) bem cheia de pimenta siria
1 maço de hortelã picado
Azeite, manteiga e sal a gosto

Modo de fazer:

Deixar o trigo de molho em água por cerca de 30 minutos.
Dourar as cebolas no azeite.
Colocar em uma tigela grande o trigo escorrido e espremido, juntar a carne, as cebolas já douradas, a pimenta síria, o sal e a hortelã picada. Amassar tudo muito bem com as mãos até a massa ficar macia e homogênea.
Untar uma travessa refratária com azeite e espalhar o quibe. Alisar a superfície da massa e com a ponta de uma faca molhada, fazer cortes superficiais em forma de losangos ou quadrados e colocar pelotinhos de manteiga sobre tudo. Levar ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar a superfície. Cuidado para não deixar secar muito.


O quibe fica muito bom acompanhado de uma salada de tomates ou salada verde temperada com molho de iogurte

Ingredientes
:

1 pote de iogurte desnatado
1 dente de alho bem picado ou alho desidratado
Suco de um limão
Folhas de hortelã
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Misturar bem todos os ingredientes e colocar em uma molheira.

Se você gosta de pepinos, veja que salada deliciosa e refrescante para acompanhar o quibe.

SALADA DE PEPINO COM IOGURTE



Ingredientes:

2 pepinos (japonês)
1 copo de iogurte desnatado
1 dente de alho picado ou alho desidratado
Folhas de hortelã
1 colher (sopa) de suco de limão
Sal e azeite a gosto

Modo de fazer:

Cortar os pepinos em rodelas bem fininhas ou em cubinhos, misturar com o iogurte, o sal, a hortelã, o azeite e o suco de limão. Servir gelada.

CUBOS DE PEPINO COM IOGURTE



Cortar os pepinos em cubos maiores, cavar retirando parte da polpa e preencher com o molho de iogurte. Acrescentar a polpa retirada, bem picadinhano molho. Fica uma apresentação bonita e muito refrescante!